Uma coisa parece bastante clara: não são os motivos científicos que justificam a proibição da cannabis para uso medicinal. Sua margem terapêutica é tão ampla que não existem casos documentados de sobredose de cannabis. A aspirina mata por hemorragia digestiva, o paracetamol por insuficiência hepática, os opiáceos por depressão respiratória, alguns antidepressivos por arritmia cardíaca... Já os efeitos secundários da cannabis são menos graves do que a maioria dos fármacos que encontramos nas farmácias. Como se explica o poder político não sucumbir perante as evidencias que vão aparecendo a cada dia e demonstram algo que a humanidade já sabia desde vários milênios antes de Jesus Cristo